Um sabor de amor pesa em meus dias, uma delicada lembrança do passado e do perfume e das horas que passaram e um até breve foi o que me restaram. Escravizado em mim o vento que ateava-nos em labareda, águas quentes que compadeciam nossos dias marcados pela suave aurora alaranjada até a chegada do esplêndido luar, pasmem.
Em poucos versos rimados em alegrias do passado, notas de almíscar e limão que espanta-me a esse espaço curto do perdão e da solidão. Pudera eu ser tudo de volta? Sei que estou ou que sou momentos de um todo, em que deixo a amostra o sorriso declarado no regresso. E confesso amor apreensivo, mas seguro de que a vida reserva-nos, ainda, pedaços e entrelaços de muitos felizes encontros e doloridas partidas. Mesmo que a distância nos separe em dias, comemoro desde já as horas que sorriremos juntos outra vez.
Público minha tolerância e saudade.
Até breve amor.
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